OPERAÇÕES PORTUÁRIAS: 4 passos para um planejamento logístico eficiente

A logística é uma operação integrada para cuidar dos suprimentos e distribuição de produtos de forma racionalizada e inteligente. Essa gestão proporciona à empresa o planejamento, a coordenação e a execução de um processo de controle de todas as atividades. Tem também um papel fundamental na redução de custos e no aumento da competitividade de uma empresa.

Em um mundo cada vez mais dinâmico, se tornando cada vez mais um mercado global, as fronteiras geográficas estão desaparecendo. Um planejamento logístico bem estruturado pode ser a chave para as empresas se prepararem para enfrentar as realidades desse novo desafio.

Porém, para que isso aconteça com precisão e consistência, é fundamental contar com um planejamento logístico eficiente.

O planejamento logístico é indispensável para o sucesso das ações de um negócio. Ele estabelece objetivos, ajusta variáveis e reduz riscos ou falhas nos processos.

Além disso, o planejamento identifica gargalos logísticos (como atrasos nas entregas, faltas de produtos em estoque, problemas com modais de transporte) e estabelece estratégias para mitigá-los.

Mas você sabe quais são os passos fundamentais para um planejamento logístico de sucesso?

Para falarmos a respeito do assunto, conversamos com Leonardo Pontin da Rós, Gerente de Operações Portuárias da ROCHA, que apontou os 4 passos mais importantes para um planejamento logístico.

Quer conhecer cada um deles? Então acompanhe a leitura:

1) Realizar uma análise crítica da necessidade dos clientes e desenhar, de maneira objetiva, as etapas e processos que serão executados.

Para Leonardo, nenhum planejamento segue uma fórmula mágica. Afinal, cada empresa tem seus próprios setores, processos, clientes e fornecedores. Por isso, é preciso analisar todas as variáveis e, assim, nesta etapa do planejamento operacional, mapear da maneira mais abrangente possível, as oportunidades e gargalos que possam ocorrer, com o objetivo de organizar os processos para garantir as entregas desejadas pelos nossos clientes.

Quando o Leonardo fala em variáveis, são fatores como a sazonalidade do setor (safras), disponibilidade de berços no porto para a atracação dos navios,  condições climáticas e demais elementos que interferem na logística e entrega de produtos.

Em suma, a etapa da inicial de um bom planejamento, consiste na análise sistêmica de todos os processos em que estamos inseridos, e de uma maneira mais objetiva e inteligente, apresentar através de um bom trabalho de toda a nossa equipe, soluções completas para suprir as diferentes demandas de cada cliente.

2) Estruturar quais serão os fluxos de informações e as métricas de análise, para controlar as etapas das operações que foram definidas.

Para colocar em prática as soluções propostas no planejamento e verificar como elas funcionam, é preciso reunir o fluxo das informações e estruturar a equipe, conectando as pessoas aos processos, e de uma forma organizada, irão executar as ações de cada etapa dentro do que foi desenhado para cada operação.

Nessa etapa, de acordo com Leonardo, o foco é na interação e na sinergia. O fluxo deve contemplar desde o estratégico até o operacional, conectando esses pilares de forma sistêmica. Os objetivos precisam estar muito bem alinhados entre os profissionais capacitados para cada atividade ou tarefa. Entre as informações essenciais, estão os dados de schedule de navios, os alinhamentos entre todos os envolvidos nas reuniões diárias de programação dos navios, a organização na distribuição de cargas de acordo com as demandas dos clientes, no escopo e dimensionamento das equipes, por exemplo.

Vale lembrar que as estratégias estabelecidas entre equipes devem estar extremamente ligadas a dois pontos: os objetivos da empresa e as metas em contrato com o cliente.

3) Gerenciar e corrigir os desvios no decorrer da operação, pontuando as oportunidades ao longo dos processos.

Um ponto muito importante sobre o planejamento é que ele não é um elemento para ser aplicado apenas no início das operações. Na verdade, o planejamento deve acompanhar o andamento das ações.

Essa etapa é muito importante e precisa estar na rotina das lideranças, pois é nela que o gestor mensura o resultado das ações e observa se a eficiência está sendo atingida. Se os indicadores apresentarem gargalos, é preciso trabalhar na correção para otimizar todo o fluxo logístico que foi planejado.

Lembrando que, para que haja eficiência nesta etapa, as estratégias e correções ao longo do processo devem estar  sempre conectadas ao objetivo estratégico do negócio, atendendo na plenitude a necessidade dos clientes.

4) Entregar o produto ou serviço pronto, de maneira eficiente e com valor agregado.

Esse passo é o que fecha o ciclo que muitos conhecem como PDCA (planejar, executar, checar e agir). Após analisar as demandas de logística, integrar as equipes e informações e checar os resultados das atividades iniciais, é hora de aprimorar o planejamento, capturando conhecimento com as lições aprendidas ao longo de todas as etapas.

Encontrou problemas no estoque? O escoamento e distribuição de produtos está em pleno funcionamento? A comunicação com fornecedores pode melhorar? Se você identificou alguns desses pontos na avaliação das métricas, então é nessa etapa que tais problemas podem ser avaliados.

De acordo com Leonardo, o planejamento logístico da Rocha funciona com eficiência pois “o nosso DNA carrega a preocupação em atender as necessidades do cliente”. Ou seja: em cada passo, o foco é cumprir prazos, antecipar maneiras de reduzir custos e respeitar a cadeia logística. Isso está no dia a dia da empresa. É sobre antecipar problemas e oferecer soluções mais amplas, além das expectativas iniciais.

O principal ponto do planejamento logístico, no final de todas as etapas, é entregar o produto ou serviço com qualidade e com um valor agregado que seja percebido pelos nossos clientes. Consequentemente, essa fase final proporciona a aquisição de conhecimento permanente com as lições aprendidas ao longo de todo o processo.

Em suma, o planejamento logístico é fundamental para uma empresa que pretende se destacar no mercado. Apesar de cada uma ter seus próprios ritos, os passos acima fazem toda a diferença na sua eficiência.


Leonardo Pontin da Rós é formado em Administração de Empresa com Ênfase em Engenharia de Produção, com MBA em Logística e Negócios Internacionais. Atualmente é Gerente de Operações Portuárias da ROCHA. Com seus conhecimentos sobre ferramentas de planejamento e gerenciamento, os ritos de gestão já estão enraizados na experiência profissional. Para ele, planejamento significa ter disciplina, pensar de forma sistêmica e conectar setores em prol de um objetivo comum.

Um comentário

  1. Bom dia! Primeiramente obrigada. O artigo é bastante informativo e interessante. Na minha opinião, adicionando mais um passo importante, é a escolha dos profissionais e o suporte que terão dentro da empresa para uma integração total e positiva do conceito logístico, tanto em operações físicas quanto em sistemas. Uma boa equipe, pró-ativa, funcional e visionária faz praticamente toda a diferença. E isso, o Grupo Rocha tem de sobra.

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